Oxigenoterapia
A oxigenoterapia é uma técnica amplamente utilizada nos serviços de saúde, essencial no suporte a pacientes com distúrbios respiratórios. Seu objetivo é fornecer oxigênio suplementar para manter níveis adequados de oxigenação tecidual, especialmente em casos de hipoxemia (queda na saturação de oxigênio no sangue).
Neste artigo, explicamos de forma clara e objetiva o que é a oxigenoterapia, quais os tipos de máscaras de oxigênio mais utilizadas e quando cada uma delas é indicada no contexto da enfermagem.
O que é Oxigenoterapia?
Oxigenoterapia é a administração de oxigênio com concentração superior à do ar ambiente (cerca de 21% de O₂), com o objetivo de tratar ou prevenir a hipoxemia. Pode ser utilizada de forma contínua ou intermitente, em quadros agudos ou crônicos, como na Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).
Principais Dispositivos de Oxigenoterapia
A escolha do dispositivo depende do grau de hipoxemia, da necessidade de FiO₂ (fração inspirada de oxigênio) e da condição clínica do paciente. Veja os principais:
1. Cateter Nasal (Óculos Nasais)
- Fluxo: 1 a 6 L/min
- FiO₂: 24% a 40%
- Indicação: Hipoxemia leve a moderada
- Tipo: Não reinalante
- Vantagens: Confortável, permite fala e alimentação
2. Máscara Simples
- Fluxo: 5 a 10 L/min (mínimo de 5 para evitar reinalação de CO₂)
- FiO₂: 40% a 60%
- Indicação: Hipoxemia moderada
- Tipo: Parcialmente reinalante
3. Máscara com Reservatório (NRM – Non-Rebreather Mask)
- Fluxo: 10 a 15 L/min
- FiO₂: até 100%
- Indicação: Situações críticas
- Tipo: Não reinalante
4. Máscara de Venturi
- Fluxo: Variável, conforme adaptador
- FiO₂: 24% a 60%
- Indicação: Pacientes com DPOC
- Tipo: Não reinalante, com controle preciso da FiO₂
Cuidados de Enfermagem na Oxigenoterapia
A equipe de enfermagem tem papel fundamental na segurança e eficácia da oxigenoterapia. Veja os principais cuidados:
- Monitorar a saturação de oxigênio (SpO₂) com oximetria de pulso
- Verificar a prescrição médica: tipo de máscara e fluxo
- Avaliar sinais de desconforto e ressecamento nasal
- Evitar cremes com vaselina no rosto (risco de combustão)
- Higienizar e trocar os dispositivos conforme protocolo
- Observar se a bolsa reservatória (NRM) permanece inflada
Riscos e Complicações
Apesar de segura, a oxigenoterapia pode causar complicações, como:
- Toxicidade por oxigênio (FiO₂ alta por tempo prolongado)
- Hipoventilação em pacientes com retenção de CO₂
- Lesões de pele por má fixação das máscaras
- Ressecamento das vias aéreas sem umidificação adequada
Conclusão
Conhecer os diferentes tipos de máscaras e seus fluxos, bem como os cuidados com cada uma, é essencial para a segurança e eficácia do tratamento com oxigênio. O profissional de enfermagem deve estar sempre atento à evolução clínica do paciente e garantir uma administração adequada da oxigenoterapia.
Manter-se atualizado com práticas baseadas em evidência faz toda a diferença no cuidado ao paciente com distúrbios respiratórios.
Para saber mais sobre enfermagem, clique aqui.







